Alguma coisa se rompeu nos últimos meses. Reconfigurações da política, da própria partilha do mundo, distribuindo corpos, idéias e sentimentos de uma forma diferente no espaço social. Por hora, só vemos as fagulhas.

Amarildo desapareu há poucos dias. Quantos Amarildos “desaparecem” todos os dias? Quantos Amarildos terão que “desaparecer” para que tenhamos outra polícia? Noutro momento, talvez o caso não teria a mesma repercussão. Hoje, a desmilitarização da polícia brasileira é amplamente reivindicada com um passo necessário em direção a uma melhor democracia.

Algo de novo aconteceu. Amarildo está em toda parte. Um meme nas redes digitais, transbordamentos trans-classes, morro-asfalto-ciberespaço. Todos somos Amarildo!

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Em movimento, o peão boiadeiro conduzindo o gado pela paisagem pantaneira, estradas de terra, poeira e vegetação. Memórias e sensações de imensidão, o idílico sempre atualizado. Deslocamento para a frente, indo para algum lugar, estão de partida. No alto, um avião que chega ou que está decolando, atravessando densas nuvens carregadas de cobiçada umidade da região. Na mesma cena, a imagem que constrói uma nova geografia pacificada, higienizada do conflito real entre mundos distintos.

Imagem 1: fotografia de uma painel exposto no interior de um restaurante no aeroporto de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, 2012.

Imagem 2:  ao sul de Campo Grande, na cidade de Dourados, uma manifestação indígena denunciava a situação de violência no campo.

 

Imagem – Fotomontagem com 2 quadros: esquerda filme do BOPE, à direita jogo Counter-Strike.

 

Acaba de sair o último número da Revista Intexto do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação (PPGCOM) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Publiquei o artigo abaixo:

 

 

PARRA, Henrique Z.M. Conhecimento e Tecnologias Visuais: Dimensão Sócio-
Técnica, Linguagem e Limites do Humano. Intexto, Porto Alegre, UFRGS, n.26, p. 64-80, jul. 2012.

Resumo

Analisaremos as dinâmicas sócio-políticas que pré-configuram o contexto de visibilidade e comunicação em mídias digitais, tendo como foco a relação humano-máquina e os limites do Humano. Trata-se de uma abordagem teórica, dividida em três movimentos, onde sintetizamos os argumentos de diferentes autores sobre o tema. Na conclusão apontamos como esses processos estão imbricados com uma tensão que tem os modos de subjetivação e as formas de conhecimento sensível como território atual de disputa política.

De 7 a 10 de novembro de 2011 – EACH – USP Leste

Programaçao: http://each.uspnet.usp.br/2cieie/apresentacao.html

Desde a realização do I Colóquio internacional A Educação pelas Imagens e suas Geografias, a produção intelectual do grupo que naquele momento pensou as bases para sua realização, continua sendo alinhavada por pesquisadores que possuem no tripé cultura-imagem-educação geográfica o conjunto de suas preocupações investigativas. Cabe dizer que deste primeiro colóquio foram publicados dois dossiês: A educação pelas imagens e suas geografias, na Revista Pro-posições (v.20, n.03) – http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=0103-730720090003&lng=pt&nrm=iso – constituído dos artigos apresentados no I Colóquio e Imagens, Geografias e Educação, na Revista Educação Temática Digital, com os trabalhos apresentados também no I Colóquio acrescidos por três artigos encomendados a pesquisadores estrangeiros – www.fe.unicamp.br/etd

Mais infos: http://each.uspnet.usp.br/2cieie/apresentacao.html

Vejam o resultado do concurso anual (ref.2009) de Visualização de Dados na Ciência, realizado pela revista Science.

As imagens inspiram questões sobre representação visual, simulação, divulgação científica e a relação entre o uso de imagens a produção de conhecimentos.

http://www.sciencemag.org/special/vis2009/show/

save-our-earth