Reproduzo abaixo carta da Profa. Dra. Rita Cruz (Coord. do Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da FFLCH/USP) sobre a  proposta de alteração regimental na pós-graduação da USP.

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Universidade Classe Mundial: paradoxos de um pensamento ao mesmo tempo neoliberal e neocolonialista

Como é do conhecimento de todos, estamos vivendo um processo de reformulação do Regimento Geral da Pós-Graduação da USP. Conforme declarações públicas da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, as mudanças propostas fazem-se necessárias no sentido de transformar a USP em uma Universidade Classe Mundial.
Todavia, o que nos tem inquietado a muitos, alunos e professores da USP, diz respeito à pertinência/necessidade de algumas das mudanças anunciadas, entre as quais se pode destacar:
  1. exame de qualificação obrigatório para todos os alunos da pós-graduação, a realizar-se em até 12 meses de seu ingresso;
  2. exclusão da possibilidade de re-apresentação do Relatório de Qualificação no caso de reprovação;
  3. necessidade de parecer prévio por escrito, para teses de doutorado, podendo o candidato/aluno ser impedido de defender publicamente seu trabalho no caso de a maioria dos pareceres escritos indicar inaptidão à defesa;
  4. orientador sem direito a voto nas bancas examinadoras finais.
A principal argumentação utilizada pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação para justificar tais mudanças é a referência a IES [instituições de ensino superior] estrangeiras, as quais têm modus operandi similares ou iguais a este que se propõe hoje para o Regimento da Pós-Graduação da USP, ressaltando-se o fato de que tais Instituições são melhores ranqueadas internacionalmente que nós. Naturalmente, não ignoramos o fato de que há muitas experiências vividas em outros lugares no mundo, no campo científico e acadêmico, passíveis de serem assimiladas por nós de forma positiva, ou seja, produzindo-se aqui, em nosso contexto social, econômico, político e geográfico, as mesmas benesses que produziram em seus lugares de origem.
(CONTINUAR LEITURA)

13 de outubro de 2010,  as 18hs sala 8, prédio I (professores).

Armand Mattelard. Sociedade do Conhecimento e Controle da Informação e da Comunicação. Conferência proferida na sessão de aberta do V Encontro Latino de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura, realizado em Salvador, Bahia, Brasil, de 9 a 11 de novembro de 2005.

Armand-Mattelart-Sociedade-Conhecimento

Parágrafo de inspiração: ” Cultura, conhecimento, mídia. Todos esses campos têm algo em comum. Uma verdadeira política cultural indissociável a uma política de comunicação, ela própria indissociável de uma política de ensino e de pesquisa científica. E reciprocamente. Em outros termos, não haverá “sociedades de saberes” sem questionamentos sobre os processos de concentração capitalista das indústrias culturais que, se não tomarmos cuidado, correm o risco de prefigurar lógicas estruturais nos modos de implantação dos dispositivos do conhecimento.”

Carta Aberta das Rádios e TVs Livres pela escolha do DRM (Digital Radio
Mondiale) como padrão técnico para o SBRD (Sistema Brasileiro de Rádio
Digital).

Através desta carta, nós de Rádios e TVs Livres expressamos nossas
reflexões sobre a melhor opção para o Rádio Digital no Brasil e no mundo.
Defendendo a livre apropriação do meio Rádio, por qualquer grupo de
pessoas que queira se expressar livremente, sem censura ou fronteira,
local e globalmente, somos a favor da escolha do DRM – Digital Radio
Mondiale – como o padrão de Rádio Digital a ser adotado no Brasil e no
Mundo.

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