Neste primeiro semestre de 2012, oferecemos a disciplina Sociedade e Tecnologias Digitais, no curso de Ciências Sociais da Unifesp (campus Guarulhos). O programa da disciplina, as atividades realizadas em sala e os materiais produzidos durante o semestre serão organizados e disponibilizados na plataforma da Wikiversity – Sociedade e Tecnologias Digitais – 2012

Para quem quiser acompanhar, o programa inicial (já que as coisas podem mudar no percurso) já está disponível aqui:

Sociedade e Tecnologias Digitais – 2012

Das 16hs às 19:30hs no Campus Guarulhos – Bairro dos Pimentas.
Textos para discussão

Henrique Parra (2011), Controle Social e Prática Hacker: tecnopolítica e ciberpolítica em redes digitais. PDF

Artigo apresentado no GT – Ciberpolítica, Ciberartivismo e Cibercultura, ANPOCS – 2011.

Resumo:
Com a crescente mediação das TICs em diversas esferas da vida social, os conflitos sobre as configurações sócio-técnicas e os modos de apropriação desses dispositivos definirão o que adentra ou não o campo do visível e do enunciável, portanto, o campo da regulação pública e do controle, dando forma a novos territórios de direitos, resistência, criação social ou exploração econômica. Os casos empíricos selecionados serão abordados em duas direções: (a) constituição sócio-política da tecnologia e como ela se relaciona ao exercício do controle social; (b) dinâmicas de uso, apropriação e subversão dos dispositivos tecnológicos para fins políticos. Analisaremos, portanto, as condições de emergência de um campo político onde as técnicas de dominação e os modos de representação social (gestão identitária) se efetivam sob a forma de uma aparente neutralidade tecnológica.

Às vezes, algumas pessoas perguntam porque eu utilizo para comunicação pessoal um email RISEUP.NET . Pois bem, o relato abaixo, copiado do Boletim Riseup (newsletter) dá algumas boas razões para esta escolha:

——————————————–

Nós enfrentamos a Lei, e ganhamos – Boletim Maio 2011
(atenção: questões legais específicas para os Estados Unidos)

O que igrejas conservadoras, beijaços, advogados homofóbicos e Riseup tem em comum? Todos eles estavam envolvidos no caso “Igreja Batista Mount Hope x Riseup.net” na Corte Federal dos Estados Unidos. Resumindo a história: nós arrasamos.

Após uma Igreja conservadora ter intimado os registros da conta de diversos usuários e usuárias de Riseup, fomos à corte em nome desses usuários para defender seus direitos de expressão anônima. Ao ganhar o caso, Riseup estabeleceu um importante precedente na Corte Federal dos Estados Unidos. A vitória legal de Riseup é importante porque fortalece nossa habilidade de defender o anonimato dos usuários de Riseup.

O sistema legal dos Estados Unidos tem consistentemente considerado a habilidade de se expressar anonimamente como parte importante do direito de livre expressão. Porém, há uma pegadinha aí: quando alguém tenta te identificar online, como você pode defender seu direito de expressão anônima se defendendo o seu anonimato na Justiça, você revelará sua identidade? No momento, esta é uma lei sem jurisprudência nos Estados Unidos, e algumas cortes tem decidido que sítios da internet não podem proteger o anonimato de seus usuários sem que estes tomem parte no processo. Nosso sucesso em defender os direitos dos usuários em permanecerem anônimos ajuda a estabelecer um vital precedente nos Estados Unidos: você não perde seu direito de expressão anônima quando você está online.

Google também recebeu intimações dentro do mesmo caso, e entregou informações do gmail sem qualquer intenção por parte de Google em defendê-las. Legalmente, provedores de serviços online podem receber intimações e entregar dados sem sequer informar os indivíduos que seus dados foram solicitados.

Riseup gostaria de agradecer os advogados do movimento pelas longas horas dedicadas a este caso. Sem vocês, o mundo seria um lugar mais assustador. Agradecemos também à Eletronic Frontier Foundation (eff.org), o National Lawyer’s Guild (nlg.org), e nosso Sunbird.

Também gostaríamos de agradecer a parte oposta no caso por sugerir que os usuários de Riseup não mereciam proteção pois sua expressão não era uma livre expressão “patriota”. Argumento hilariante. Nós lhes desejamos uma boa viagem de volta ao mundo bizarro de onde vocês vieram.

Mais detalhes sobre a ação ativista em Michigan:
http://blogtown.portlandmercury.com/BlogtownPDX/archives/2011/03/22/hack-back-right-wing-group-subpoenas-queer

13 de outubro de 2010,  as 18hs sala 8, prédio I (professores).

Armand Mattelard. Sociedade do Conhecimento e Controle da Informação e da Comunicação. Conferência proferida na sessão de aberta do V Encontro Latino de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura, realizado em Salvador, Bahia, Brasil, de 9 a 11 de novembro de 2005.

Armand-Mattelart-Sociedade-Conhecimento

Parágrafo de inspiração: ” Cultura, conhecimento, mídia. Todos esses campos têm algo em comum. Uma verdadeira política cultural indissociável a uma política de comunicação, ela própria indissociável de uma política de ensino e de pesquisa científica. E reciprocamente. Em outros termos, não haverá “sociedades de saberes” sem questionamentos sobre os processos de concentração capitalista das indústrias culturais que, se não tomarmos cuidado, correm o risco de prefigurar lógicas estruturais nos modos de implantação dos dispositivos do conhecimento.”

335px-Tux.svg

A próxima reunião do grupo de estudos foi excepcionalmente modificada para a sexta-feira, dia 01 de outubro às 18hs (sala a ser definida).

Para o encontro, sugiro a leitura desses pequenos textos, escritos pelo
próprio Richard Stallman.

(1) O que é o Software Livre?
http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt-br.html

(2) Porque o Software Deveria Ser Livre
http://www.gnu.org/philosophy/shouldbefree.pt-br.html

(3) Introdução ao Projeto GNU
http://www.gnu.org/gnu/gnu-history.pt-br.html

(4) O Manifesto GNU
http://www.gnu.org/gnu/manifesto.pt-br.html