Graças ao trabalho do Wikileaks temos acesso agora ao TPP (Trans-Atlantic Partnership Aggrement), relativo ao “Capítulo sobre Investimentos”.

Este documento sigiloso de 25 de janeiro de 2015 é parte dos acordos internacionais em construção entre nações, mas que inscrevem fortes interesses das Corporações na definição das regras do jogo e dos mecanismos de arbitragem (pois também determinam a criação de tribunais fora da jurisdição dos estados nacionais).

Novamente, a transparência e publicidade de informações estratégicas contra o sigilo dos poderosos, ajuda-nos a melhor compreender os perversos mecanismos e interesses que articulam as entranhas e cabeças de dois sistemas (estado e corporação) numa única serpente.

É ainda mais sintomático que a notícia tenha chegado ao público através do trabalho coordenado por Julian Assange, mantido desde junho de 2012 na zona cinzenta, puro estado de exceção: preso em Londres na embaixada do Equador que lhe concedeu o axílo, de lá não pode sair pois o governo britânico não lhe dá direito de passagem.

Informações completas: https://wikileaks.org/tpp-investment/

Das 16hs às 19:30hs no Campus Guarulhos – Bairro dos Pimentas.
Textos para discussão

Henrique Parra (2011), Controle Social e Prática Hacker: tecnopolítica e ciberpolítica em redes digitais. PDF

Artigo apresentado no GT – Ciberpolítica, Ciberartivismo e Cibercultura, ANPOCS – 2011.

Resumo:
Com a crescente mediação das TICs em diversas esferas da vida social, os conflitos sobre as configurações sócio-técnicas e os modos de apropriação desses dispositivos definirão o que adentra ou não o campo do visível e do enunciável, portanto, o campo da regulação pública e do controle, dando forma a novos territórios de direitos, resistência, criação social ou exploração econômica. Os casos empíricos selecionados serão abordados em duas direções: (a) constituição sócio-política da tecnologia e como ela se relaciona ao exercício do controle social; (b) dinâmicas de uso, apropriação e subversão dos dispositivos tecnológicos para fins políticos. Analisaremos, portanto, as condições de emergência de um campo político onde as técnicas de dominação e os modos de representação social (gestão identitária) se efetivam sob a forma de uma aparente neutralidade tecnológica.