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Leões na Caverna de Chauvet – fonte: http://www.vortexcultural.com.br/images/2013/01/a-caverna-dos-sonhos-esquecidos.jpg

 

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Depois de assistir ao belo filme de Herzog – A caverna dos sonhos esquecidos – segui-se uma ótima discussão entre os amigos. Que relações podíamos estabelecer entre os diversos níveis e tipos de discurso (científico, artístico, visual, sonoro) colocados em operação pelo diretor? Há muitos caminhos. Um que me inquietou poderia ser resumido neste denso parágrafo:

Quando as potências da imaginação encontra as capacidades renovadas da representação imagética das tecnologias simulacionais sem, no entanto, interrogar a constituição política da linguagem visual específica ao dispositivo técnico que lhe dá existência sensível; o real, o imaginário, o virtual e o atual ameaçam colapsar num signo que se quer verdadeiro e totalitário; o passado, o presente e o futuro, torna-se-iam também um contínuo coerente em que a possibilidade de interrogar o presente e se imaginar outros mundos possíveis conflita com o futuro simulado e legitimado tecnicamente e cientificamente como expressão do real e verdadeiro.

Das 16hs às 19:30hs no Campus Guarulhos – Bairro dos Pimentas.
Textos para discussão

Henrique Parra (2011), Controle Social e Prática Hacker: tecnopolítica e ciberpolítica em redes digitais. PDF

Artigo apresentado no GT – Ciberpolítica, Ciberartivismo e Cibercultura, ANPOCS – 2011.

Resumo:
Com a crescente mediação das TICs em diversas esferas da vida social, os conflitos sobre as configurações sócio-técnicas e os modos de apropriação desses dispositivos definirão o que adentra ou não o campo do visível e do enunciável, portanto, o campo da regulação pública e do controle, dando forma a novos territórios de direitos, resistência, criação social ou exploração econômica. Os casos empíricos selecionados serão abordados em duas direções: (a) constituição sócio-política da tecnologia e como ela se relaciona ao exercício do controle social; (b) dinâmicas de uso, apropriação e subversão dos dispositivos tecnológicos para fins políticos. Analisaremos, portanto, as condições de emergência de um campo político onde as técnicas de dominação e os modos de representação social (gestão identitária) se efetivam sob a forma de uma aparente neutralidade tecnológica.