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Fonte da Imagem: http://www.eldiario.es/turing/15M-tecnopolitica-internet_0_131936900.html
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Gavin Adams e Henrique Parra

Após alguns dias de discussões e troca de experiências entre ativistas espanhóis e brasileiros, resolvemos gravar uma entrevista que nos ajudasse a sistematizar parte das reflexões e questões que  emergiam nos debates. Naquele momento, janeiro de 2012, muitos grupos refletiam sobre as experiências ocorridas no ano anterior. No exterior, observamos o levante popular nos países árabes, os indignados na Espanha, o movimento Occupy nos EUA, as greves na Grécia e as inúmeras ações de resistência às políticas de austeridade postas em prática em resposta à crise do capitalismo financeiro de 2008. Em 2011, no Brasil, houve uma onda de manifestações de rua, Marcha da Maconha, Marcha da Liberdade, Ocupas de praças em diversas capitais, mas também um conjunto de  manifestações de grupos indígenas, movimentos ambientais e expressivas greves de trabalhadores (as mais visíveis foram nas grandes construções de usinas hidroelétricas no Norte e Nordeste).

Reunimo–nos em São Paulo, no final de janeiro de 2012, para realizar o registro da entrevista com Xavier Toret e Bernardo Gutiérrez, ambos espanhóis e militantes em diferentes movimentos. Toret  esteve envolvido com os movimentos autonomistas das lutas anticapitalistas do final dos anos 1990, na criação do Indymedia Estrecho1, nos movimentos pela neutralidade da rede e democratização do acesso à informação e cultura junto à X–net2. É colaborador na Universidade Nômade e desenvolve estudos na interface dos campos da psicologia, política, filosofia e tecnologia. Nos últimos  anos, participou ativamente da rede Democracia Real Já e do 15M3. Bernardo Gutiérrez é jornalista de pautas sociais e políticas. Atualmente reside no Brasil, nos últimos 10 anos acompanhou  diversos movimentos sociais na América Latina. Na Espanha, participou das assembleias populares e agora no Brasil tem contribuído nos movimentos de cultura livre e na difusão de práticas e tecnologias organizacionais junto aos protestos recentes. É no atual contexto das “Jornadas de Junho” de 2013 que resolvemos publicar este material. Pela necessária agilidade do momento, optamos  por manter a oralidade do texto, sem muitas alterações na forma das narrativas. Fizemos alguns cortes para sintetizar trechos muito longos e para destacar aqueles conteúdos que consideramos mais  pertinentes nas intervenções. De toda forma, disponibilizamos na internet4 o áudio integral da entrevista. Acreditamos que muitos dos problemas abordados nesta conversa, ainda em 2012, apontam para questões semelhantes àquelas que hoje estão colocadas para as novas dinâmicas sociais que emergiram a partir das mobilizações pelo transporte público, protagonizadas pelo Movimento Passe  Livre.

TORET,X. & GUTIEREZ, B. & PARRA, H.Z.M. & ADAMS, G.. Depoiment. 15M e novas expressões da política. Cadernos de Subjetividade. PUC/SP, 2013.

DOWNLOAD PDF.

 

Link para audio completo da entrevista: https://archive.org/details/15Mpolitica

Coisas do acaso. Numa pilha de revistas num consultório qualquer, vasculho a revista Poder, edição de março de 2013, e leio a entrevista com o prefeito Fernando Haddad. Naquele dia, as Jornadas de Junho já estavam a todo vapor nas ruas da capital. No “box” da entrevista a frase do prefeito: “Política tem que ser olho no olho: não entro em Twitter e Facebook”. Isso talvez explique muitas coisas. Recomendo….dá um [apt-get upgrade] aí!

haddad-revista-poder[PS: localizei a entrevista de 2013 replicada neste blog]

 

Imagem: IPhone Tracker, fonte: http://petewarden.github.com/iPhoneTracker/

 

Novo dossie “Ciberpolítica, Ciberdemocracia e Cibercultura“, publicado pela revista Sociedade e Cultura, da Faculdade de Ciências Sociais da UFG.

Abaixo, o link para um artigo que publiquei na coletânea.

 

 

ARTIGO: Parra, Henrique Z.M. (2012). Controle social e prática hacker: tecnopolítica e ciberpolítica em redes digitais. Sociedade e Cultura, Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiânia, v. 15, n. 1, p. 109-120, jan./jun. 2012.

Download PDF: http://www.revistas.ufg.br/index.php/fchf/article/download/20677/12328

Resumo: Ao analisar alguns casos concretos, relativos às possibilidades de controle e acesso à informação em redes digitais, discutiremos como essas situações dão forma à política na cibercultura. Trata-se de pensá-la simultaneamente como o conflito pelas configurações sócio-técnicas das tecnologias digitais (tecnopolítica), e as dinâmicas da política ciberneticamente mediada (ciberpolítica).Ao articular essas duas dimensões analisaremos como a constituição e os modos de apropriação desses dispositivos definirão o que adentra ou não o campo do visível e do enunciável, portanto, o campo da regulação pública e do controle, dando forma a novos territórios de direitos, resistência,conflitos sociais e exploração econômica.

Palavras-chave: tecnopolítica; ciberpolítica; cibercultura; controle; protocolo.

foto-mesa-fluxos-poder-abciber-2011

Na semana passada participei da mesa Fluxos de Poder na Internet, no V Simpósio da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura, realizado em Florianópolis.

O texto que escrevi como base para minha apresentação está disponível aqui: PDF

A mesa foi composta pelos pesquisadores Dr. Sérgio Soares Braga – UFPR, Dr. Henrique Zoqui Martins Parra – UNIFESP, Dr. Claudio Luis de Camargo Penteado e Rafael de Paula Aguiar Araujo.

Para mais informações sobre o evento o site oficinal é: http://simposio2011.abciber.org/index.html

Das 16hs às 19:30hs no Campus Guarulhos – Bairro dos Pimentas.
Textos para discussão

Henrique Parra (2011), Controle Social e Prática Hacker: tecnopolítica e ciberpolítica em redes digitais. PDF

Artigo apresentado no GT – Ciberpolítica, Ciberartivismo e Cibercultura, ANPOCS – 2011.

Resumo:
Com a crescente mediação das TICs em diversas esferas da vida social, os conflitos sobre as configurações sócio-técnicas e os modos de apropriação desses dispositivos definirão o que adentra ou não o campo do visível e do enunciável, portanto, o campo da regulação pública e do controle, dando forma a novos territórios de direitos, resistência, criação social ou exploração econômica. Os casos empíricos selecionados serão abordados em duas direções: (a) constituição sócio-política da tecnologia e como ela se relaciona ao exercício do controle social; (b) dinâmicas de uso, apropriação e subversão dos dispositivos tecnológicos para fins políticos. Analisaremos, portanto, as condições de emergência de um campo político onde as técnicas de dominação e os modos de representação social (gestão identitária) se efetivam sob a forma de uma aparente neutralidade tecnológica.