política

Sobre o fanatismo

Compartilho um belo texto de Amos Oz.

Ótima inspiração para tempos políticos conturbados. Um bom antítodo: a imaginação!

 

Da natureza do fanatismo – Amos Oz, Conferência de 23 de Janeiro de 2002

Como curar um fanático? Perseguir um punha­do de fanáticos através das montanhas do Afega­nistão é uma coisa. Lutar contra o fanatismo, outra muito diferente. Receio não saber muito bem como perseguir fanáticos pelas montanhas, mas talvez possa apresentar uma ou duas reflexões acerca da natureza do fanatismo e sobre as formas, se não de curá-lo, pelo menos de controlá-lo. A chave do ataque de 11 de Setembro contra os Estados Unidos não deve ser apenas procurada no confronto exis­tente entre pobres e ricos.

Esse confronto constitui um dos mais terríveis problemas do mundo, mas estaríamos errados se concluíssemos que o 11 de Setembro se limitou a ser um ataque de pobres contra ricos. Não se trata apenas de «ter e não ter». Se fosse assim tão simples, deveríamos esperar que o ataque viesse de África, onde estão os países mais pobres, e que talvez fosse lançado contra a Arábia Saudita e os emirados do Golfo, que são os estados produtores de petróleo e os países mais ricos. Não. É uma batalha entre fanáticos que crêem que o fim, qualquer fim, justifica os meios, e os restantes de nós, para quem a vida é um fim, não um meio.

Tra­ta-se de uma luta entre os que pensam que a justiça, o que quer que se entenda por tal palavra, é mais importante do que a vida, e aqueles que, como nós, pensam que a vida tem prioridade sobre muitos outros valores, convicções ou credos. A actual crise mundial, no Médio Oriente, em Israel e na Pales­tina, não é uma consequência dos valores do Islão. Não se deve à mentalidade dos Árabes, como pro­clamam alguns racistas. De forma alguma. Deve-se à velha luta entre fanatismo e pragmatismo. Entre fanatismo e pluralismo. Entre fanatismo e tolerân­cia. O 11 de Setembro não é uma consequência da bondade ou da maldade dos Estados Unidos, nem tem a ver com o capitalismo ser perigoso ou esplen­doroso. Nem tão-pouco com ser oportuno ou com a necessidade de travar ou não a globalização. Tem a ver com a típica reivindicação fanática: se penso que alguma coisa é má, aniquilo-a juntamente com aquilo que a rodeia.

[Para ler o texto na integra…]

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Carta Aberta pela Consolidação Democrática da EFLCH-UNIFESP

CARTA ABERTA PELA CONSOLIDAÇÃO DEMOCRÁTICA DA EFLCH-UNIFESP

Ao Magnífico Reitor da Universidade Federal de São Paulo, ao Conselho Universitário, ao Diretor Acadêmico do Campus Guarulhos e aos demais colegas da comunidade acadêmica,

Diante dos acontecimentos vividos em nosso campus nas últimas semanas, que culminaram no grave episódio ocorrido na última quinta-feira, dia 14 de junho, gostaríamos de salientar as persistentes tentativas de professores da EFLCH de criar espaços de diálogo entre os diferentes segmentos da comunidade acadêmica, a partir do princípio democrático das instâncias de representação e participação.

Desde a mobilização e a paralisação docente do mês de abril, Grupos de Trabalho foram criados e realizaram diagnósticos e propostas apresentados à Reitoria, muitos deles acolhidos e encaminhados no sentido de encontrar soluções coletivas para nossos problemas emergenciais e estruturais. As diversas iniciativas tiveram por meta o fortalecimento dos canais de comunicação e do apoio no âmbito das variadas Comissões assessoras da Congregação e o início de um acompanhamento sistemático por parte da comunidade acadêmica das ações iniciadas para a resolução de conflitos e problemas.

É nesse sentido também que reafirmamos a necessidade de que as decisões sejam tomadas pelas instâncias representativas de nossa comunidade acadêmica, favorecendo o debate tão fundamental para a consolidação do espírito universitário.

Coerentemente com a postura que sempre defendemos, solicitamos enfaticamente às instâncias deliberativas e executivas de nossa universidade que qualquer decisão que envolva o Campus Guarulhos seja precedida de uma discussão e consulta ao conjunto dos docentes, técnicos administrativos e estudantes. Neste contexto, consideramos que a audiência pública, proposta anteriormente pelo senhor Reitor, professor Walter Manna Albertoni, permanece sendo uma ação fundamental no processo de consolidação do campus universitário que todos almejamos.

Consideramos que o entendimento e a saída para esta grave situação passam pela construção conjunta de propostas e pelo compromisso coletivo para seu melhor encaminhamento.

Versão PDF – Carta-aberta-pela-consolidacao-democratica-da-EFLCH-UNIFESP

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Um desafio

“Cultura, conhecimento, mídia. Todos esses campos têm algo em comum. Uma verdadeira política cultural indissociável a uma política de comunicação, ela própria indissociável de uma… Read More »Um desafio