Laboratórios Cidadãos: arranjos sociotécnicos e produção do comum

Pesquisa de Pós-Doutorado no IBICT – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, no LIINC – Laboratório Interdisciplinar sobre Informação e Conhecimento, sob supervisão da Profa. Dra. Sarita Albagli – http://www.liinc.ibict.br ; com período de pós-doutorado no CSIC – Consejo Superior de Investigaciones Científicas de Madrid, sob supervisão do Prof.Dr. Antonio Lafuente, com apoio da CAPES.

  • Apoio para o pós-doutorado internacional: CAPES n. 88881.119261/2016-01

Diário de Atividades Krono-Madrid

Relatório de Atividade Documenta

 

Introdução

O projeto de pesquisa tem como objetivo geral analisar, compreender, sistematizar e publicizar, um conjunto de experiências denominadas de laboratorios ciudadanos, desenvolvidas entre pesquisadores acadêmicos, ativistas, artistas e segmentos da sociedade civil, que mediante novos regimes de produção de conhecimentos e de formas alternativas de organização, objetivam fomentar uma cultura de inovação social para atuar sobre problemas e questões sociais específicas.

O objetivo científico é analisar as configurações sociais das iniciativas aí realizadas em quadro dimensões, identificadas como eixos teóricos/metodológicos por Antonio Lafuente em sua apresentação do Laboratorio del Procomún (2008): protocolos, infraestrutura, comunidade, commons. Cada uma dessas dimensões interroga, como descreveremos adiante, problemas atuais na fronteira interdisciplinar dos estudos sociais em ciência e tecnologia com a sociologia política. Mais precisamente, iremos focalizar os problemas relativos à mediação técnica (LATOUR, 1994), para compreender os mecanismos (sociais e tecnológicos) adotados com vistas a tornar durável (formas de reprodução e propagação social) certos princípios ético-políticos inscritos, traduzidos e atualizados através dos protocolos, das tecnologias (sociais, simbólicas e materiais) e dos modos de associação/organização promovidos por essas práticas.

Justificativa

A relevância deste objeto teórico e empírico pode ser constatada pelas questões que ele provoca e pelos problemas que visa atacar. A busca por modelos alternativos de produção de conhecimentos e de novas formas de mediação política é um problema partilhado por muitas instituições de pesquisa, universidades e organizações políticas (estatais e da sociedade civil) preocupadas com a crescente instabilidade dos seus mecanismos de representação, produção e legitimidade dos saberes e poderes instituídos.

Este projeto de pós-doutorado surge como o desdobramento dos trabalhos realizados nos últimos anos em duas linhas complementares de pesquisa e que agora convergem para o mesmo objeto. O desenho deste plano de trabalho responde, portanto, às exigências de aprofundamento científico provocadas pelos problemas encontrados neste percurso e que, no objeto empírico aqui selecionado, manifestam-se de maneira prototípica: as tensões entre os regimes de saber-poder emergentes e sua relação com as configurações e mediações técnicas da vida contemporânea.

Descreveremos, primeiramente, dois eixos de questões que delimitam os problemas investigados por este projeto (os objetivos específicos serão descritos no próximo item).

Numa linha de pesquisa investigamos o campo da ciência aberta e da ciência cidadã, termos que designam um conjunto diverso de práticas colaborativas na produção e acesso ao conhecimento, com formas heterogêneas de participação de diferentes atores sociais nas diversas etapas da produção científica. Para além das experiêncas de acesso aberto (open acess), debate mais restrito à esfera da circulação do conhecimento científico produzido, investiga-se as formas híbridas de interação entre pesquisadores/cientistas profissionais e não-profissionais, com modulações nos graus de participação, nas fases de elaboração da pesquisa, execução, análise e apropriação dos conhecimentos produzidos (PARRA, 2015; LAFUENTE, 2015). Observa-se a emergência de novos atores cognitivos – comunidades epistêmicas e comunidades de práticas (AKRICH, 2010) – que passam a disputar os regimes de autoridade dos saberes, oscilando entre a complementariedade e o antagonismo radical face aos conhecimentos instituídos (LAFUENTE, 2010, 2011, 2013; CALLON, M & RABEHARISOA, 2003).

Nesta perspectiva, as experiências confrontam-se com novos problemas relativos às formas de reconhecimento e validação dos conhecimentos, questões epistêmicas e metodológicas, mudanças nas formas de legimitidade e reputação dos atores envolvidos, e também novos problemas relativos à economia política da informação e aos regimes de propriedade intelectual, em parte traduzidos em novas disputas sobre as tendências de comunalização do conhecimento (commons) versus as dinâmicas de “cercamento” e privatização (ALBAGLI & MACIEL, 2012; BOYLE, 2010; MOULIER-BOUTANG, 2007). Nesta perspectiva pode-se explorar as metamorfoses no ecossistema (social e tecnológico) de produção e circulação dos conhecimentos, investigando-se os efeitos da abertura (na produção e acesso de informações) e colaboração (na interação entre diferentes atores) diante das forças de fechamento e apropriação exclusiva.

Numa direção complementar, investigamos aspectos relativos às novas formas de controle e vigilância que se desenvolvem como parte constitutiva deste mesmo processo de crescente produção de informações, graças à informatização e convergência das tecnologias digitais em diversas esferas da vida social (PARRA, 2016). Trata-se do “outro lado da moeda” dos efeitos da abertura, gestando novas formas de governo e modos de subjetivação (ROUVROY, 2014). Tal problematização emerge a luz de iniciativas promovidas por grupos e movimentos vinculados ao ciberativismo e ativismo informacional, em formas renovadas de participação cidadã através das redes digitais, gestão pública baseadas em mecanismos de interação entre cidadãos e governos. Cidadania 2.0, ciberdemocracia, democracia digital são algumas das denominações utilizadas para descrever experiências neste campo (PARRA, 2015).

Nesta perspectiva, interessa-nos focalizar iniciativas com perfil tecnoativista, onde a relação entre tecnologia e política é problematizada de forma imanente, reconhecendo dinâmicas de tradução e mediação não dicotômica nos arranjos sociotécnicos (KELTY, 2008; LATOUR, 1998; WINNER, 1986). No plano teórico, tais iniciativas contribuem para uma reflexão aguda sobre a emergência de formas de modulação da existência e da subjetividade através do controle infinitesimal da vida tecnicamente mediada e, no plano social, o desenvolvimento da sociedade de controle (DELEUZE, 2007), ao poder protocolar (GALLOWAY, 2004) e à governamentalidade algorítmica (ROUVROY, 2014) como expressões contemporâneas das formas de governo e suas técnicas de exercício do poder.

O projeto atual de investigação surge, portanto, com os problemas encontrados na confluência e na atualidade entre os estudos sociais em ciência e tecnologia e a sociologia política. Tanto nas comunidades epistêmicas de cientistas amadores, como nas comunidades de hackers e tecnoativistas investigadas, observamos um repertório de práticas, valores e arranjos sociotécnicos que partilham de elementos similares, produzindo uma gramática comum. O percurso de investigação atual focaliza nossa atenção para um objeto (teórico e empírico) onde investigaremos certa configuração presente na interpretação dos artefatos técnicos, nos modos de organização social, nos princípios ético-políticos e nos protocolos produzidos nas ações do Laboratorio del Procomún.

Objetivos e delimitação do objeto teórico e empírico

Objetivos específicos

Investigar o fenômeno sob quatro eixos de análise: protocolos; infraestrurura; comunidade; commons. Problematizar os limites atuais da teoria sobre os efeitos da mediação técnica na vida social sob os seguintes aspectos: modos de ação e reprodução social (agenciamentos, protocolos e condições infraestruturais); produção e gestão do commons (comunidade política e conhecimento).

Questões geradoras:

  • Como podemos fomentar experiências de produção de conhecimento situado (HARAWAY, 1995) e aplicado que sejam mais solidárias, emancipatórias, críticas, sustentáveis e recursivas? Quais os novos protocolos (LATOUR, 2004) necessários?
  • Experiências onde o conhecimento e a prática política não estejam orientadas por uma relação dicotômica e de subordinação entre sujeitos e objetos, natureza e cultura, técnica e política (LATOUR, 1998), e cujo resultado aponte para novas formas de produção do comum? Quais os sentidos em jogo sobre o commons (LAFUENTE, 2015; LAVAL, C. & DARDOT, 2015; HARDT & NEGRI, 2009; OSTROM & HESS, 2007)?
  • Se tais condições são uma virtualidade, um estado de potência não realizada, o que podemos aprender através de experiências cuja prática e episteme sejam colocar em movimento essas tensões? Como essas experiências contribuem para tornar visíveis problemas complexos relativos às mutações da relação saber-poder e aos efeitos da mediação técnica na vida social? Quais são seus limites?

Delimitação do objeto teórico e empírico

A escolha pelo Laboratorio del Procomún como objeto empírico de investigação apoia-se na gênese do MediaLab Prado, que resulta de uma convergência prática entre diferentes experiências e coletivos envolvidos em práticas de ciência cidadã, tecnoativismo, arte e mobilização social. No website do MediaLab encontramos a seguinte descrição dos seus objetivos:

  • To enable an open platform that invites and allows users to configure, alter and modify research and production processes.
  • To sustain an active community of users with the development of these collaborative projects.
  • To offer multiple forms of participation that allow people with different profiles (artistic, scientific, technique), levels of specialization (experts and beginners) and degrees of implication, to collaborate2.

O Laboratorio del Procomún (LAFUENTE, 2008), mais especificamente, é uma iniciativa que visa fomentar novas práticas de pesquisa colaborativa orientadas à inovação, promoção e defesa do procomún (commons). Ele abriga os laboratorios ciudadanos, caracterizados por uma metodologia própria, com protocolos, tecnologias e arranjos materiais cujo objetivo é estabelecer um ambiente favorável à criação de protótipos de soluções inovadoras para problemas sociais específicos.

Mas sob que condições pode a inovação acontecer? É possível fomentar a criação de comunidades autogeridas? Quais as condições (materiais e simbólicas) e quais os problemas que devem ser aí enfrentados? Não haveria aí um contradição insuperável entre a possibilidade de “programar”, arquitetar, prototipar os modos de ação e organização social, e a própria exigência de permanente abertura ao inesperado? Como evitar os riscos de sobrecodificação? Quais os desafios teóricos e políticos emergentes face às novas possibilidades de captura da participação social convertida em nova forma de governo (condução) da vida política, ou como enfrentar as novas formas de exploração do trabalho e de expropriação dos conhecimentos socialmente produzidos no contexto de expansão do capitalismo cognitivo, das tendências de modulação existencial e das formas renovadas de sujeição social?

Para examinar essas questões seguiremos, inicialmente, uma descrição proposta por Antonio Lafuente em Laboratorios Sin Muros (2008), tomando as seguintes dimensões como balizas para nosso objeto teórico:

a) Protocolos

Um laboratório funciona segundo um conjunto de protocolos. Os protocolos podem ser entendidos como acordos sociais, convenções (formais ou informais) que atuam com relativo “automatismo” sobre as configurações da ação humana. Em certo sentido, os protocolos podem ser tomados como formas de mediação técnica da ação humana, uma vez que transmitem para novas relações os modos de agenciamento, princípios e orientações definidos alhures. Na medida em que lidamos frequentemente com protocolos que se realizam através de tecnologias da informação digital, capazes de avaliar, registrar e autorizar determinadas ações, também devemos levar em conta a definição de protocolo para um cientista da computação: forma de obtenção de auto-regulação voluntária num ambiente de ações contingentes (GALLOWAY, 2004).

Os protocolos são, portanto, importantes tecnologias e mecanismos para tornar duráveis e transmitir determinadas formas de ação e organização social. Ao investigarmos a criação e as configurações dos protocolos sob esta perspectiva, dialogamos com problemas caros à teoria social e política contemporânea: formas de individuação, agenciamentos a-significantes e servidão maquínica (LAZARATTO, 2010); agência dos objetos e artefatos (LATOUR, 2005), técnicas e formas de exercicio do poder (FOUCAULT, 1997); recursividade como formas de ampliação de práticas sociais (KELTY, 2008). Quais os protocolos produzidos por determinadas comunidades de cientistas amadores e tecnoativistas? Como eles apontam para estratégias de reprodução social e para atuação sobre o ecossistema que informa seu campo de ação?

b) Infraestruturas

A infraestrutura de um espaço através do qual a ação se desenrola e possui uma dupla característica: é aquela dimensão mais “invisível”, menos percebida, uma quase segunda-natureza; e ao mesmo tempo é aquela dimensão com forte potencial de determinação/orientação da ação. Na análise das iniciativas promovidas pelos laboratorios ciudadanos, a infraestrutura deve ser observada como um importante componente de sua configuração, e poderá incorporar tanto as soluções tecnológicas adotadas (quais tecnologias de comunicação são selecionadas para mediar e organizar os processos do laboratório e a produção de conhecimentos?); como os arranjos institucionais construídos para abrigar o desenvolvimento das ações. Neste sentido, dialogamos com problemas caros à sociologia da tecnologia (LATOUR, 1994; WINNER, 1986; MUMFORD, 1964), e à ciência política e econômica sobre os arranjos de governança institucional (OSTROM; HESS, 2007) necessários para fomentar a produção e a manutenção de ambientes produtivos e sustentáveis, social, ambiental e economicamente.

c) Comunidade

Neste contexto o termo comunidade não deve ser entendido em sua acepção identitária. Pensamos, sobretudo, em devires comunitários emergentes em modos de associação capazes de abrigar novas singularidades (DELEUZE; GUATTARI, 2005; AGAMBEN, 1993) que dão existência a novos atores políticos. Neste sentido, a comunidade tratar-se-ia de formas de produção do comum (recursos materiais, conhecimentos, formas de vida, tecnologias) através dos quais a comunidade e os seus atores produzem-se mutuamente em tensão com as fronteiras que delimitam o dentro e o fora (LAFUENTE, 2015; HARDT; NEGRI, 2009). Quais os mecanismos e as condições de pertencimento e acesso ao comum produzido em comunidades abertas (e neguentrópicas)? Nesta perspectiva, interrogamos como as práticas e os saberes produzidos pelo Laboratorio del Procomún enfrentam os problemas relativos aos mecanismos de identificação e de pertencimento, ou seja, quais suas formas de “fazer” comunidade e de instituir um comum?

Simetricamente, como tais dinâmicas produzem e dão a ver novos atores cognitivos e políticos? Como as formas colaborativas de produção de conhecimento sobre determinados problemas sociais ou populações contrastam o conhecimento instituído a partir de perspectivas não-hegemônicas – os saberes locais, ou “conhecimentos situados” como prefere D.Haraway (1995) – e neste processo produzem fatos científicos e novos sujeitos demandantes de novos direitos? Ora, como pensar na produção de comunidades sem partir de sujeitos ou actantes pré-constituídos? Problemas análogos encontramos nos debates sobre as interações de cientistas e público interessado nas experiências de comunidades epistêmicas e comunidades de práticas (AKRICH, 2010), e também nas tensões entre as política de reconhecimento e a institucionalização de direitos cidadãos (HARDT; NEGRI, 2009).

d) Commons (Procomún)

Nem público-estatal e nem privado, mas aquilo que é produzido entre todos, e cuja existência depende de uma comunidade que produz e mantém sua existência como recurso comum, e cujo usufruto não é passível de apropriação ou delimitação exclusiva (LAFUENTE, 2015). Além dos bens naturais, podemos agregar a esta categoria a cultura, o conhecimento, a linguagem, entre outros. O que se torna commons não é um recurso que pré-exista enquanto tal. O commons é sempre o resultado de uma “fabricação”, que surge simultaneamente à comunidade de usuários que “cuidam” da sua manutenção, das práticas, dos protolocos e da infraestrutura necessária (LAFUENTE, 2008).

As políticas de produção e de gestão do commons são hoje objeto de intensa reflexão na teoria política e econômica contemporânea (LAVAL, C; DARDOT, 2015; HARDT; NEGRI 2009; OSTROM; HESS, 2007). Dentro deste vasto universo, nossa pesquisa focaliza as dinâmicas de produção e acesso ao conhecimento enquanto commons. Tal perspectiva reforça, portanto, a transversalidade entre os eixos anteriores: protocolos, infraestrutura e comunidade. Como o Laboratorio del Procomún enfrenta as tensões entre a abertura e o compartilhamento de dados e informações, necessário aos processos de colaboração, diante das dinâmicas de apropriação exclusiva e privatização do conhecimento? O que signfica tomar o conhecimento enquanto commons em direção à políticas de inovação aberta (KAPCZYNSKI, 2010; ALBAGLI; MACIEL 2009; BOYLE, 2010; MOULIER-BOUTANG, 2001)?

Referências iniciais do Projeto

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