Lamentável, estou desde o início de janeiro (11/1) tentando arrumar uma conexão de internet  em Ubatuba. Fui na loja da Vivo e solicitei uma linha telefônica fixa. Na própria loja e no mesmo dia encaminhei o pedido do Speedy. O telefone já chegou.

O acesso à internet em Ubatuba é péssimo. Isso dificulta muito o fomento às atividades culturais, econômicas, sociais e políticas que dependem da comunicação em rede. Não é só a informação e conhecimento que deixam de fluir, muita riqueza deixa de ser criada e as condições de participação cidadã ficam limitadas com o péssimo acesso à internet no município.

Hoje (após um mês da solicitação) tive a notícia que o Speedy ainda não poderá ser instalado, pois uma “porta de acesso” (terminal) que atende nossa rua está quebrado e sem previsão de reparo. Isso, porque estamos bem no centro da cidade ao lado da principal avenida.

Pois bem, quem pensa que a internet é uma rede totalmente distribuída engana-se.  Sua dimensão mais invisível (a infraestrutura) é frequentemente negligenciada. Se a internet foi construída para resistir a um ataque nuclear, no Brasil o governo parece ter sido mais eficiente em interromper a comunicação. Somado o processo de privatização das comunicações com a inexistência de um controle efetivo sobre os serviços prestados e mais a ausência de um política de democratização dos meios de comunicação,  o resultado é este! Regiões inteiras do país ficam prisioneiras dos cálculos de rentabilidade dos serviços de comunicação privada para a oferta de internet e telefone.

Por isso, Banda Larga Já (pública e  qualidade) . Quem sabe o novo prefeito de Ubatuba assume esta frente de batalha!